Procedimentos e dobras

O grupo conduz o processo investigativo como um campo de experimentações dos agenciamentos possíveis entre essas duas instâncias da pesquisa em dança, cujos diferentes regimes de funcionamento configuram ambientes específicos de produção de conhecimento – o artístico e o acadêmico – lidando com as contradições e paradoxos implicados no problema da inserção da arte na universidade como um desafio à instauração de um processo coadaptativo entre seus diferentes regimes de funcionamento, que seja capaz de promover a expansão do sistema que constituem juntas, sem submeter ou uma à outra nem tomar suas resultantes por um mesmo objeto.

O sistema de trabalho organiza-se em 4 procedimentos articulados:

1- PLATÔ – estudos continuados sobre os focos temáticos que serão fios condutores da pesquisa. Leituras, discussões, mapeamento e conexões bibliográficas.
2- LABORATÓRIO – experimentações coadaptativas de articulação entre pesquisadores acadêmicos e artistas pesquisadores convidados, em exercícios integrados de estudo da pesquisa artística que estiver em andamento.
3- EIXOS – encontros com especialistas convidados a conduzir exercícios provocatórios para problematizar os estudos dos campos temáticos focalizados na pesquisa.
4- NEXOS – prática de sistematização dos resultados provisórios da pesquisa e formulação de seus nexos de sentido para organizá-los em estruturas que permitam o seu compartilhamento com a comunidade acadêmica e divulgação pública.

DOBRAS INVESTIGATIVAS:

O LabZat integra, em sua atuação, 4 dobras investigativas correspondentes aos enfoques temáticos das pesquisas individuais de cada docente da equipe:

1- Sistemas dinâmicos e dança: Imagem como modo de mapeamento corporal. Coevolução como parâmetro relacional de existência dos sistemas. Permanência como continuidade dos processos.
Coordenação: Adriana Bittencourt Machado

2- Performatividade e escrituras: Modo organizativo de enunciações do corpo. Performatividade e implicações estéticas e políticas. Escritos sobre dança e escrituras de dança como produção de conhecimento por pesquisadores artistas e não-artistas.
Coordenação: Jussara Sobreira Setenta

3- Temporalidades e contextos: Historicidade em dança como processo coevolutivo gerador de emergências e coerências. Coplasticidade entre corpo e ambiente: ambiências, corpografias e situações coreográficas. Estudos da crítica como produção sincrônica às obras.
Coordenação: Fabiana Dultra Britto

4- dança, comunicação e tecnologia: Processos de tradução e transmissão da dança: cópia, plágio, remix. Dança e matemática: educação, memória e criação. Tecnologias para compreensão e criação de dança: notações coreográficas, assistentes coreográficos digitais, acervos, mídias visuais e interativas.
Coordenação: Maíra Spanghero Ferreira